De Bonner para Homer novembro 5, 2009
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Recebi esse artigo no meu e-mail e resolvi postar aqui no blog, trata-se um artigo de Laurindo Lalo Leal Filho publicado na revista Carta Capital, edição número 371, de título: “De Bonner para Homer”

DE BONNER PARA HOMER
por Laurindo Lalo Leal Filho*
O editor-chefe considera o obtuso pai dos Simpsons como o espectador padrão do Jornal Nacional
Ele é preguiçoso, burro e passa o tempo no sofá, comendo rosquinhas e bebendo cerveja
Na reunião matinal, é Bonner quem decide o que vai ou não para o ar Pauta.
A decisão do juiz Livingsthon Machado, de soltar presos, é considerada coisa de louco
Perplexidade no ar. Um grupo de professores da USP está reunido em torno da mesa onde o apresentador de tevê William Bonner realiza a reunião de pauta matutina do Jornal Nacional, na quarta-feira, 23 de novembro.
Alguns custam a acreditar no que vêem e ouvem. A escolha dos principais assuntos a serem transmitidos para milhões de pessoas em todo o Brasil, dali a algumas horas, é feita superficialmente, quase sem discussão.
Os professores estão lá a convite da Rede Globo para conhecer um pouco do funcionamento do Jornal Nacional e algumas das instalações da empresa no Rio de Janeiro. São nove, de diferentes faculdades e foram convidados por terem dado palestras num curso de telejornalismo promovido pela emissora juntamente com a Escola de Comunicações e Artes da USP. Chegaram ao Rio no meio da manhã e do Santos Dumont uma van os levou ao Jardim Botânico.
A conversa com o apresentador, que é também editor-chefe do jornal, começa um pouco antes da reunião de pauta, ainda de pé numa ante-sala bem suprida de doces, salgados, sucos e café. E sua primeira informação viria a se tornar referência para todas as conversas seguintes. Depois de um simpático bom-dia , Bonner informa sobre uma pesquisa realizada pela Globo que identificou o perfil do telespectador médio do Jornal Nacional. Constatou-se que ele tem muita dificuldade para entender notícias complexas e pouca familiaridade com siglas como BNDES, por exemplo. Na redação, foi apelidado de Homer Simpson. Trata-se do simpático mas obtuso personagem dos Simpsons, uma das séries estadunidenses de maior sucesso na televisão em todo o mundo. Pai da família Simpson, Homer adora ficar no sofá, comendo rosquinhas e bebendo cerveja. É preguiçoso e tem o raciocínio lento.
A explicação inicial seria mais do que necessária. Daí para a frente o nome mais citado pelo editor-chefe do Jornal Nacional é o do senhor Simpson. Essa o Homer não vai entender , diz Bonner, com convicção, antes de rifar uma reportagem que, segundo ele, o telespectador brasileiro médio não compreenderia.
Mal-estar entre alguns professores. Dada a linha condutora dos trabalhos atender ao Homer , passa-se à reunião para discutir a pauta do dia. Na cabeceira, o editor-chefe; nas laterais, alguns jornalistas responsáveis por determinadas editorias e pela produção do jornal; e na tela instalada numa das paredes, imagens das redações de Nova York, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, com os seus representantes. Outras cidades também suprem o JN de notícias (Pequim, Porto Alegre, Roma), mas elas não entram nessa conversa eletrônica. E, num círculo maior, ainda ao redor da mesa, os professores convidados. É a teleconferência diária, acompanhada de perto pelos visitantes.
Todos recebem, por escrito, uma breve descrição dos temas oferecidos pelas praças (cidades onde se produzem reportagens para o jornal) que são analisados pelo editor-chefe. Esse resumo é transmitido logo cedo para o Rio e depois, na reunião, cada editor tenta explicar e defender as ofertas, mas eles não vão muito além do que está no papel. Ninguém contraria o chefe.
A primeira reportagem oferecida pela praça de Nova York trata da venda de óleo para calefação a baixo custo feita por uma empresa de petróleo da Venezuela para famílias pobres do estado de Massachusetts. O resumo da oferta jornalística informa que a empresa venezuelana, que tem 14 mil postos de gasolina nos Estados Unidos, separou 45 milhões de litros de combustível para serem vendidos em parcerias com ONGs locais a preços 40% mais baixos do que os praticados no mercado americano . Uma notícia de impacto social e político.
O editor-chefe do Jornal Nacional apenas pergunta se os jornalistas têm a posição do governo dos Estados Unidos antes de, rapidamente, dizer que considera a notícia imprópria para o jornal. E segue em frente.
Na seqüência, entre uma imitação do presidente Lula e da fala de um argentino, passa a defender com grande empolgação uma matéria oferecida pela praça de Belo Horizonte. Em Contagem, um juiz estava determinando a soltura de presos por falta de condições carcerárias. A argumentação do editor-chefe é sobre o perigo de criminosos voltarem às ruas. Esse juiz é um louco , chega a dizer, indignado. Nenhuma palavra sobre os motivos que levaram o magistrado a tomar essa medida e, muito menos, sobre a situação dos presídios no Brasil. A defesa da matéria é em cima do medo, sentimento que se espalha pelo País e rende preciosos pontos de audiência.
Sobre a greve dos peritos do INSS, que completava um mês matéria oferecida por São Paulo , o comentário gira em torno dos prejuízos causados ao órgão. Quantos segurados já poderiam ter voltado ao trabalho e, sem perícia, continuam onerando o INSS , ouve-se. E sobre os grevistas? Nada.
De Brasília é oferecida uma reportagem sobre a importância do superávit fiscal para reduzir a dívida pública . Um dos visitantes, o professor Gilson Schwartz, observou como a argumentação da proponente obedecia aos cânones econômicos ortodoxos e ressaltou a falta de visões alternativas no noticiário global.
Encerrada a reunião segue-se um tour pelas áreas técnica e jornalística, com a inevitável parada em torno da bancada onde o editor-chefe senta-se diariamente ao lado da esposa para falar ao Brasil. A visita inclui a passagem diante da tela do computador em que os índices de audiência chegam em tempo real. Líder eterna, a Globo pela manhã é assediada pelo Chaves mexicano, transmitido pelo SBT. Pelo menos é o que dizem os números do Ibope.
E no almoço, antes da sobremesa, chega o espelho do Jornal Nacional daquela noite (no jargão, espelho é a previsão das reportagens a serem transmitidas, relacionadas pela ordem de entrada e com a respectiva duração). Nenhuma grande novidade. A matéria dos presos libertados pelo juiz de Contagem abriria o jornal. E o óleo barato do Chávez venezuelano foi para o limbo.
Diante de saborosas tortas e antes de seguirem para o Projac o centro de produções de novelas, seriados e programas de auditório da Globo em Jacarepaguá os professores continuam ouvindo inúmeras referências ao Homer. A mesa é comprida e em torno dela notam-se alguns olhares constrangidos.
* Sociólogo e jornalista, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP
Se vc se considera um homer simpson, o jornal nacional é o seu principal canal de informação. Agora, para aqueles buscam informação de qualidade e responsabilidade, dou uma dica: Jornal da CNT com Sallete Lemos é uma alternativa
O Petróleo vai ser nosso??!!! outubro 9, 2009
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Com esse título bem claro o documentário foi produzido pelo Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e pela Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet). Nesse, é possível acompanhar, através de depoimentos, o desejo dos mais variados setores da sociedade que expressam suas opiniões acerca de um tema pouco discutido pela grande mídia que é: Quem vai tomar conta e lucrar com o pré-sal? a pergunta é válida e serve como um alerta já que leilões de algumas áreas descobertas pela petrobrás continuam a ocorrer, vale lembrar que países como indonésia argentina e méxico venderam seu petróleo barato e agora tem que importar o produto. Desse modo, fica a dica de um ótimo documentário brasileiro
Tirem suas próprias conclusões!!
para baixar o torrent do documentário clique na imagem abaixo:
Jornalismo ético, estético e político junho 12, 2009
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Esse texto foi enviado para a jornalista Sallete Lemos, apresentadora do CNT jornal, se houver uma resposta eu publico aqui.
Tenho algumas considerações e elogios para fazer a respeito do modo como o CNT jornal é apresentado e produzido, entretanto, prefiro fazer isso através de um texto de uma possível conversa entre um suposto subordinado e seu chefe… segue o texto:
Chefe:
- A princípio nós achávamos que era necessário um combate extremo a qualquer tipo de oposição ( eliminação mesmo) e para sempre, mas a história nos mostrou que isso não dá certo, ou seja, quando o controle se apresenta “as claras” e de forma radical, a resistência surge, cresce e chega a nos ameaçar. Por isso a maneira correta de se agir é devagar, amansando a fera com calma, dia a dia, nos tornando, de certa forma, imperceptíveis. Para o povo (aqueles que por característica acordam mais cedo), já existe uma eficaz e barata forma da manutenção do silêncio e passividade: A mídia, É ela que aliena e os deixa totalmente dóceis e prontos para o trabalho e olha!!, Você não imagina as maravilhas que se pode fazer com a manipulação das notícias, são realmente fantásticos os resultados que são obtidos e as possibilidades são infinitas…
Subordinado:
- Ora, mas com esse poder todo, quem realmente manda são os grandes veículos de comunicação!! E quanto agente chefe?? Não devíamos evitar toda essa força?
Chefe:
- Então a conclusão que você tira é a de que a mídia controla tudo? Acho que você não prestou a atenção meu caro: eu e meus parceiros controlamos as rádios, TV’s, a internet, tudo!! Temos interesses muito grandes para deixar na mão de qualquer jornalzinho. O que um jornalista mais gosta? Eu respondo: dinheiro!! , por traz desse discurso ridículo que eles ficam fazendo sobre a ética existe um bando de mercenário, é mais fácil controlá-los do que o povo propriamente dito.
Subordinado:
-E como fazer para controlar a mídia?
Chefe:
- Bom, a mídia ou os meios de comunicação são empresa assim como uma fábrica ou indústria , ou seja, que visa o lucro acima de tudo, acontece que diferentemente de outros setores a imprensa tem algumas características peculiares e interessantes. É ela que informa ao povo o que está acontecendo e todas as notícias são tidas como verdadeiras, mas é claro que os fatos já foram distorcidos e que os nossos interesses já foram preservados sob a pena da perda dos patrocinadores, dos investimentos e concessões governamentais.
Subordinado:
- Ahhh entendi, então está tudo sobre controle não é mesmo chefe?
Chefe:
- Calma!! Alto lá, esta é uma batalha constante, nós somos grandes? Sim, porém, sempre surgem os temidos focos de resistência, seja por parte do povo ou de algum jornalista ético, ou melhor, burro que não aceita as regras do nosso jogo. Eles vêm com aquela baboseira de democracia, de soberania nacional, etc, etc….Um exemplo é a jornalista Sallete Lemos da CNT, mas eu estou de olho no que ela diz…não se preocupe. (heheheheheheh..)
Sallete, meu nome é Pedro Cavalcanti, sou do Rio de Janeiro e assisto ao CNT jornal sempre que posso, gosto muito dos seus comentários. Acredito que esse tipo de jornalismo se dá em forma de resistência aos modelos de mídia aos quais o povo brasileiro está exposto no horário nobre. Adorei a última matéria sobre a poluição da Bahia de Guanabara. É bom saber que é possível um telejornal sem pseudo-neutralidade e sem uma pauta alienante como ocorre nas outras emissoras. Eu espero que nenhuma “força oculta” te capture e modifique a sua forma de fazer telejornal.
Um beijo
Ps: aguardo resposta
post de natal dezembro 26, 2008
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Já é natal, pelo menos é isso o que anuncia uma grande loja de departamentos em um dos seus “outdoors” estampado na frente de um grande shopping do Rio de Janeiro, de longe podemos avistar centenas de pessoas entrando pelo imenso portal que as leva ao interior da meca tupiniquim do consumo. Entre os tantos ávidos compradores está a nossa heroína, uma clássica dona de casa da classe média carioca, que se aproveitando das “facilidades” do crédito disponíveis hoje em dia e também das promoções oferecidas por um senhor barbudo adorado pelas crianças, acordou bem cedo e decidiu se aventurar em um dia de compras para toda a sua família. A experiência que adquiriu desde a infância, quando sua mãe a carregava pelos corredores daquele castelo mágico onde todos os seus sonhos se tornavam realidade, a faz enfrentar os vendedores com muita coragem e malícia, em outras situações já teve que apelar para o procon para reivindicar…mas isso é outra história. Neste dia em particular, qualquer um, mesmo o mais distraído dos mortais percebe algo diferente no rosto desta mulher e não é o botox. Em uma das lojas o vendedor pergunta: “a senhora está bem?” e isso deixa uma dúvida, um estranhamento “será que eu tô legal?”. No banheiro feminino ela lava o rosto, mas não sente aquela sensação de frescor que estava esperando. Dúvidas e questionamentos pairam sobre sua cabeça ” será que foi o mc donalds? ou será que foi a pipoca?” , mas, o que povoa a sua mente são as contas e ela é boa nisto. Acabou de comprar roupas para todos os 7 sobrinhos e para os dois filhos, aproveitou o ensejo e uniu o útil ao agradável comprando também produtos para o lar, o do amigo oculto do trabalho, a roupa do reveillon, sapatos, a camisa do maridão e etc. 600 reais é um preço alto, o salário de muita gente, porém o empréstimo feito logo que chegou, garante a alegria de um natal feliz. Nem mesmo a volta da tontura e da dor de cabeça a preocupam, agora é só andar até o estacionamento e pegar o carro, chegar em casa, tomar um banho, começar a preparar a decoração da casa, fazer todas aquelas comidas ” A senhora está bem?” ,”sim, sim, porque todo mundo está me perguntando isso hoje?” “Quer um copo d’água?” ” não quero mais nada me deixem em paz por favor!!” “ela tá branca acho que vai desmaiar… eita…segura ela gente!!….”. A visão daquela mulher no chão do shopping cercada de sacolas de presente, tal qual velas em volta de um defunto vai ficar na memória dos que presenciaram a cena, pois no rosto de cada um deles estava escrito: já é natal.
A Web 2.0 e os blogs (fórum) dezembro 18, 2008
Posted by pedrocs20 in artigos.Tags: internet, mídia, resistência, subjetivação, web 2.0
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Muito se fala atualmente sobre a tal da web 2.0, um conceito novo na internet que basicamente dá a possibilidade a usuários de sites criar e manipular o conteúdo desses, forjando assim uma rede mundial dentro da net que discute sobre os mais variados temas dando dicas, opiniões e propagando uma enorme variedade de conteúdo sobre o tema de interesse comum. Portando, se eu gosto de cinema, eu tenho a possibilidade de criar comunidades sobre o tema e dar a minha opinião sobre a lista de filmes que eu acredito ser os melhores de todos os tempos e seguindo neste caminho, outros cinéfilos podem me criticar ou apenas apresentar a sua lista e assim eu posso indicar um filme raro e etc, e ,e ,e ….as possibilidades são infinitas quando os usuários destas tecnologias se abrem no sentido de agregar em suas idéias novos sentidos e pensamentos de parceiros do mundo todo. Os blogs são um exemplo da web 2.0 e surgiram muito antes do termo ser divulgado, estes se assemelham a um jornal (em seu formato) e podem ser uma ótima fonte de informação para quem não tem tempo ou tem preguiça de fuçar a internet inteira atrás de notícias, dicas, fofocas, fotos, vídeos, tutoriais etc. A expressão “na internet se encontra de tudo” é ratificada com o passar dos anos, inclusive o proibido por lei pode ser encontrado facilmente, o que fez as grandes gravadoras mundiais ou apenas as mais inteligentes reverem os seus contratos e mudarem as suas estratégias, assim como a produção em geral de produtos os mais variados ter tido que se adaptar aos novos tempos do comércio online e do tal adsense. O “segredo” foi revelado, o produto não tem que ir ao consumidor o consumidor deve ir até o produto. Antes os marqueteiros e os psicólogos estudavam o interior do indivíduo e hoje todos sabem ou deveriam saber que este não existe!!, O que se estuda no contemporâneo é a produção da subjetividade de que formas ela se dá e como controlar esta. Mas a vida é indomável sempre surgem focos de resistência aqui e ali onde menos se espera como é o caso de alguns blogs. Não é muito difícil produzir subjetividade com a quantidade exagerada que temos de cidadãos kaine espalhados pelo mundo. Porém, as fontes de informação estão se multiplicando o que reduz em certa medida o poder desses dispositivos.
Com esse post quero iniciar uma discussão sobre o tema web 2.0 e a importância dos blogs e convido o leitor a comentar e dar opinião.
A desobediência civil dezembro 14, 2008
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Em tempos conturbados como o que nós estamos vivendo, onde uma massa de alienados esperam o natal pacificamente, tranquilizada pelas aparições do nosso presidente na tv, fica claro como se dá poder do estado, que no caso brasileiro se mantém através da alienação do seu povo em detrimento dos interesses de uma minoria de mantenedores do setor financeiro (os bancos). Durante a história do capitalismo surgiram focos de resistência em épocas onde o controle não era tão global e intenso como no contemporâneo. Umas desta formas foi criada pelo escritor Henry David Thoreau. O autor de A desobediência civil, considerado o pai-fundador do anarquismo nasceu nos EUA e estudou em Harvard. Após se formar passou dois anos isolado da civilização em uma cabana às margens do lago Walden em Massachusetts, durante um breve retorno à civilização que fez para pegar um par de botas no conserto, Thoreau foi preso por sonegação de impostos, por não ter pago já há seis anos, as taxas que financiavam a guerra do México por ser um abolicionista declarado. Graças a uma tia que pagou sua dívida ele ficou apenas um dia na prisão, entretanto, essa experiência fez Thoreau pensar, eu diria que essas forças violentaram o seu pensamento e deram condições de escrever sua obra prima que eu recomendo como uma leitura atemporal. Um dos leitores deste livro foi Gandhi que influenciado por suas idéias deste pequeno porém poderoso texto conseguiu derrubar um império. Façamos como ele e quem sabe esta leitura nos transforme e nos dê condições de através de formas pacíficas e corajosas derrubar os impérios que povoam a nosso real.
Pró-Conferência Nacional de Comunicação dezembro 8, 2008
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As telecomunicações no Brasil estão nas mãos de poucas famílias e esse poder é passado de pai para filho, portanto, é fácil perceber o porquê de uma programação tão pobre e com tanta falta de opção como é a da nossa tv aberta atual. Anualmente são realizadas conferências de comunicação e logicamente os participantes do debate são empresários da área, “especialistas” em tv, jornalistas e etc , enfim todos aqueles envolvidos na produção atual da nossa tv, ou melhor na mera reprodução dos modelos internacionais. Quando surge algum tipo de resistência, como é o caso das rádios comunitárias que em sua maioria têm uma programação diferenciada e criativa, logo surge um discurso sobre a legalidade e esses veículos são rotuladas como “piratas”, entretanto o fato é que o seu crescimento tirou muito da audiência das grandes e tradicionais rádios ligadas as poucas famílias detentoras das telecomunicações em nosso país. É por essa razão que um grupo de entidades da sociedade civil realiza um movimento nacional em prol de uma conferência nacional de comunicação que tenha a efetiva participação da sociedade no intuito de reivindicar alguns pontos como os modelos e valores disseminados pela mídia, em geral: excludente da mulher, caricatural do negro/pobre, do homossexual ou de qualquer outra diferença do modelo Brancoeuropeumachorico que se encontra no centro da nossa sociedade.
Vale a pena dar uma olhada nas propostas no site do Movimento Pró-conferência nacional de comunicação
Ler, ouvir e assistir Claudio Ulpiano novembro 14, 2008
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Quem costuma freqüentar o intensivo, já deve ter percebido que este tem uma tendência a se aproximar de sites, livros, músicas e filmes que contemplam o pensamento da diferença e conseqüentemente os filósofos que nos ajudam através de suas obras a entender como se dá o pensamento, possibilitando assim encontrarmos formas artísticas de nos relacionarmos com o caos da produção correndo o sério risco de nos apaixonarmos por ele (o caos)
Quem já ouviu alguma aula de Claudio Ulpiano ou assistiu algum vídeo do youtube teve com certeza bons encontros. Professor de filosofia da UERJ e da UFF ele pode ser considerado o maior divulgador do pensamento de Gilles Deleuze no Brasil. Ex-alunos e admiradores de Ulpiano criaram um site (Centro de Estudos Claudio Ulpiano) que tem como principal objetivo divulgar textos, aulas em mp3 e vídeos.
Abaixo podemos assistir um dos vídeos de Claudio Ulpiano:
comentários são bem vindos
Reprodução de notícias em blogs novembro 11, 2008
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É incontável a quantidade de blogs que são criados a cada dia, mas infelizmente a maioria deles se limita a mera reprodução de notícias disseminadas através dos grandes portais da internet. Sabemos que a razão da audiência de alguns blogs são posts interessantes que dão ao leitor um novo olhar sobre determinado assunto e que o tempo e a consistência desses vão garantir um público fiel e ansioso por comentários e dicas do “blogueiro” em questão. A seguir colocarei algumas palavras chaves mais buscadas atualmente na internet e assim poderemos entender de qual tipo de blogs estamos falando:
Mulher melancia, Britney, Madonna, gravidez, Claudia leite, Lindsay namorada, dado dolabella, Luana piovani, separação, Ronaldinho, contrato Milan, Kaká, futebol,campeonato tabela sexo acompanhantes gostosas famosas amadoras Mulher Samambaia nua Mulher Melão Ivete Sangalo Gisele Bündchen Carol Miranda Grazi Massafera Maísa Sabrina Sato Tradutor online Vídeos Receita Federal Jogos Online flash Downloads Caixa Econômica Federal Letras de músicas Correios Horóscopo Previsão do tempo Jessica biel Rebecca loos Antonela mosetti Rosanna lambertucci simona salvemini Jennifer Hudson, youngest World Series of Poker champ ever, musas do brasileirão Taylor Swift Jennifer Aniston Captain America David Archuleta Hellboy II Retirement Calculator Acura TL Chicken Recipes Up Trailer, barack obama president black big banks help, lauren Conrad, julianne hough presents para o natal dicas quentes, notícias do flamengo botafogo Vasco fluminense são Paulo santos palmeiras Corinthians campeão da série B vídeos fotos jogadores Bovespa crise financeira dólar cotação imposto de renda satiagraha fusão Itaú Unibanco superbanco futuro Ronaldo ésper pelado boite peladão Brad Pitt mirella santos latino praia Kate moss pelada fora de forma drogas Claudia Barthel acidente de moto susto 007 james Bond trailer Quantum of solace news Olga Kurylenko naked playboy sexy hustler reveillon momento Amy winehouse drugs grammy rehab Zac efron e Vanessa hudgens estão namorando sexo na praia flagra beijos paparazzi Lindsay apaixonada por Samanta ronson revista Claudia Leite grávida Renata Banhara revista sexy fotos digitais só aqui primeira mão Fani Pacheco com mega silicone fica nua pela segunda vez cabelo vermelho Valesca popozuda funk mp3 porto da pedra rainha de bateria porto da pedra namoradas de 19 anos dono da playboy Hugh Hefner gêmeas Kristina e Karissa Shannon mansion A favorita chamas da vida dicas ganhar na mega sena fácil racismo preconceito domingão do Faustão idoso vídeo Maísa Silvio santos programa domingo
Apesar de chamar a atenção de algum internauta desavisado não faz com que ele coloque o blog entre os seus favoritos, portanto, seria interessante utilizar os blogs como ferramentas de criação de posts inteligentes que façam o leitor pensar e comentar, não apenas lugar de passagem dos fluxos de conteúdo vazio da internet
Luís Buñuel novembro 11, 2008
Posted by pedrocs20 in cinema.Tags: arte, cinema
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O diretor de cinema Luís Buñuel nos impressiona com seus filmes, nos fazendo pensar e deixando qualquer um atordoado e pensativo por horas depois de assistir algum de seus filmes, e em meio a incertezas sobre algum questionamento proposto pelo filme, a única certeza que fica é a de que: aquilo sim pode ser chamado de arte… O filme mais conhecido do diretor é Belle de Jour (a Bela da Tarde), entretanto, recomendo Viridiana, O Anjo exterminador e O discreto charme da burguesia. Nesses últimos, Buñuel intensifica suas críticas a igreja católica assim como o seu repúdio à sociedade burguesa. Com sequências fantásticas como um banquete realizado por mendigos em Viridiana ou ovelhas entrando em uma igreja em o Anjo exterminador o diretor mexicano é fiel ao surrealismo em suas obras.
Espero que gostem dos filmes


