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Guerra do Tráfico:como o desejo é produzido novembro 28, 2010

Posted by pedrocs20 in artigos, intervenção, mídia.
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Atualmente temos acompanhado uma massiva divulgação nos veículos de comunicação das operações policiais em andamento na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão, estas, são colocadas como uma reação aos ataques feitos por facções criminosas através do terror quando da colocação de fogo em carros e ônibus por todo Rio de Janeiro. Porém, além dos fatos apresentados, é disseminada a idéia do fim do tráfico de drogas na cidade, já que os traficantes estão perdendo os seus territórios. Nesse sentido, a idéia que vem imediatamente na cabeça da população do Rio é a de que todo o esforço é necessário para esse objetivo e também de que os fins justificam os meios, ou seja, “MATEM TODOS OS TRAFICANTES NECESSÁRIOS, LAVAMOS AS NOSSAS MÃOS!!!”. Aliada a idéia de que a copa do mundo e os jogos olímpicos ocorrerão na cidade maravilhosa, a aceitação do extermínio do crime desorganizado no interior das favelas fica ainda mais fácil, “AFINAL, QUEREMOS NOSSA CASA LIMPA PARA RECEBER OS TURISTAS NA COPA RSRS”.Quando a tropa da elite sobe o morro, não há questionamento algum por parte dos telespectadores que recebem informações irrelevantes o tempo todo e assistem a um filme hollyhoodiano. Será mesmo que é o fim do tráfico de drogas?, A simples retirada da oferta acaba com a imensa demanda por cocaína e maconha existente na cidade? Por que a maioria das favelas ocupadas pelas UPPs são do comando vermelho? Que tipo de tráfico irá surgir? Será o fim da violência? .Bom, essas e outras questões não devem ser respondidas, pois não existem respostas diretas, mas elas abrem espaço para o debate. Infelizmente nessa história toda o papel da mídia é o de alienar e imbecilizar o telespectador. Segue abaixo um texto muito bom de Noam Chomsky. Divirtam-se

 

Noam Chomsky: As 10 estratégias de manipulação midiática

O linguista Noam Chomsky elaborou a lista das “10 Estratégias de Manipulação”através da mídia.
1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).
2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado “problema-ração-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.
3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Ae alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.
6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…
7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).
8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.
9. Reforçar a auto culpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se auto desvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!
10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.

por Noam Chomsky Linguista, filósofo e ativista político estadunidense. Professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts
Tradução: Adital

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Dia do psicólogo (27 de agosto de 2010) agosto 28, 2010

Posted by pedrocs20 in artigos, intervenção.
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Segue abaixo, na íntegra, a carta que estou divulgando sobre um fato ocorrido com um psicólogo registrado no CRPRJ :

Impedido de Votar no dia do psicólogo, erro no sistema?

Venho por meio desta, expressar a minha perplexidade diante do fato que se deu comigo no dia 27 de agosto, dia do Psicólogo e data em que foi realizada a votação para a escolha da chapa que irá presidir o CFP e os CRPs. Bom, como todo psicólogo que está em dia com o conselho, compareci ao local de votação previamente indicado a mim por meio de carta onde dizia: Universidade Estácio de Sá – Campus Ilha do Governador e com minha carteira de psicólogo na mão me dirigi aos mesários para exercer o meu direito e dever de votar, sob pena de perder o registro ou pagar multa. Porém, para a minha surpresa e dos presentes ao local, meu nome não estava na lista, após uma ligação feita pelos mesários foi constatado que eu deveria votar na Tijuca, mais precisamente na Veiga de Almeida da Praça da Bandeira, ou seja, eu estava no lugar errado, porém, como já citei anteriormente, eu havia recebido uma carta pelo correio que dizia claramente onde eu deveria votar. Após uma breve conversa com os funcionários que tentavam resolver a situação, descobri que isso não havia ocorrido apenas comigo e que antes de mim, uma psicóloga tinha vindo de Laranjeiras onde reside para votar na Ilha e ao chegar descobriu que deveria ter votado no bairro onde mora. No final das contas recebi um papel que confirma a minha presença no dia de votação e que me isenta de pagar uma multa, entretanto, imagino que o ocorrido pode ter se repetido em outros bairros do Rio, onde as pessoas ficaram impossibilitadas de votar. Fiquei indignado com o fato e me pergunto se as promessas de melhorias no CRP divulgadas por e-mail e pelo jornal possam ocorrer se o próprio processo eleitoral tem falhas graves como esta. Sinceramente não sei que tipo de repercussão possa ter esse acontecimento para todo o processo eleitoral do CFP e dos CRPs, mas me pareceu uma falta de organização muito grande. Passo essa carta e peço aos meus colegas psicólogos que compartilhem experiências similares à minha com todos e principalmente com o conselho federal, estadual e também com as chapas.

Pedro Cavalcanti da Silva  CRP- 05/37355
pedropsirj@hotmail.com

Ser ou não ser políticos, eis a questão (será?) julho 24, 2010

Posted by pedrocs20 in artigos, intervenção, mídia.
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Todos nós sabemos ou deveríamos saber que política, não é apenas partidária, ou seja, viver em sociedade, ter uma identidade ou não, ligar a televisão ou talvez beber um simples copo d’água também são atos políticos. Ouvimos um discurso (principalmente em época de eleição) que “só o voto pode mudar o nosso país” e dentre outras frases de efeito que “a eleição é a festa da democracia”. Não existe um poder transcendente nas mãos de um detentor que faz dele o que bem quer, mas, é fato que nosso povo concede aos meios de comunicação e aos partidos políticos ligados à eles muito poder. A antiga retórica que coloca a falta de educação como fator que explicaria o domínio da grande mídia sobre o povo brasileiro cai por terra, quando vemos a capacidade e a disposição que tem o nosso povo para sobreviver, buscando outros caminhos para o sustento dos seus lares (nem sempre tão doces quanto aparentam); sendo alegres e mesmo sobrevivendo, apesar da nossa realidade educacional ser uma das piores do mundo. Não devemos confundir conhecimento acadêmico com informação, ou seja, a falta desta agrava problemas relativamente simples de serem resolvidos sem a necessidade de diploma. Com isso, fica claro o potencial que têm hoje as novas mídias como a internet, um canal alternativo de informação, sendo a única saída aos modelos já estabelecidos onde o usuário pode interagir expondo seus pontos de vista. Um exemplo disto é a lista divulgada esta semana através de um email spam, estes circulam na internet, geralmente com piadas e juras de amizade, porém desta vez o seu conteúdo informava a todos nós eleitores (o voto é obrigatório…rsrs), quais são os candidatos que tem a ficha suja, manchada por algum crime ou acusados, fazendo algo que o TSE não fez e não pretende fazer…

Segue abaixo a famosa lista de políticos corruptos do Brasil, faça com ela o que bem entender.

Você pode classificar por nome, cargo, partido e acusação.
ID
NOME
CARGO
PARTIDO
ACUSAÇÃO OU CRIME A QUE RESPONDE
1
ABELARDO LUPION
Deputado
PFL-PR
Sonegação Fiscal
2
ADEMIR PRATES
Deputado
PDT-MG
Falsidade Ideológica
3
AELTON FREITAS
Senador
PL-MG
Crime de Responsabilidade e Estelionato
4
AIRTON ROVEDA
Deputado
PPS-PR
Peculato
5
ALBÉRICO FILHO
Deputado
PMDB-MA
Apropriação Indébita
6
ALCESTE ALMEIDA
Deputado
PTB-RR
Peculato e Formação de Quadrilha, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
7
ALEX CANZIANI
Deputado
PTB-PR
Peculato
8
ALMEIDA DE JESUS
Deputado
PL-CE
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
9
ALMIR MOURA
Deputado
PFL-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
10
AMAURI GASQUES
Deputado
PL-SP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
11
ANDRÉ ZACHAROW
Deputado
PMDB-PR
Improbidade Administrativa
12
ANÍBAL GOMES
Deputado
PMDB-CE
Improbidade Administrativa
13
ANTERO PAES DE BARROS
Senador
PSDB-MT
Improbidade Administrativa e Formação de Quadrilha
14
ANTÔNIO CARLOS PANNUNZIO
Deputado
PSDB-SP
Crime de Responsabilidade
15
ANTÔNIO JOAQUIM
Deputado
PSDB-MA
Improbidade Administrativa
16
BENEDITO DE LIRA
Deputado
PP-AL
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
17
BENEDITO DIAS
Deputado
PP-AP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
18
BENJAMIN MARANHÃO
Deputado
PMDB-PB
Crime Eleitoral
19
BISPO WANDERVAL
Deputado
PL-SP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
20
CABO JÚLIO (JÚLIO CÉSAR GOMES DOS SANTOS)
Deputado
PMDB-MG
Crime Militar, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
21
CARLOS ALBERTO LERÉIA
Deputado
PSDB-GO
Lesão Corporal
22
CELSO RUSSOMANNO
Deputado
PP-SP
Crime Eleitoral, Peculato e Agressão
23
CHICO DA PRINCESA (FRANCISCO OCTÁVIO BECKERT)
Deputado
PL-PR
Crime Eleitoral
24
CIRO NOGUEIRA
Deputado
PP-PI
Crime Contra a Ordem Tributária e Prevaricação
25
CLEONÂNCIO FONSECA
Deputado
PP-SE
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
26
CLÓVIS FECURY
Deputado
PFL-MA
Crime Contra a Ordem Tributária
27
CORIALANO SALES
Deputado
PFL-BA
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
28
DARCÍSIO PERONDI
Deputado
PMDB-RS
Improbidade Administrativa
29
DAVI ALCOLUMBRE
Deputado
PFL-AP
Corrupção Ativa
30
DILCEU SPERAFICO
Deputado
PP-PR
Apropriação Indébita
31
DOUTOR HELENO
Deputado
PSC-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
32
EDSON ANDRINO
Deputado
PMDB-SC
Crime de Responsabilidade
33
EDUARDO AZEREDO
Senador
PSDB-MG
Improbidade Administrativa
34
EDUARDO GOMES
Deputado
PSDB-TO
Crime Eleitoral, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
35
EDUARDO SEABRA
Deputado
PTB-AP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
36
ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO
Deputado
PRONA-SP
Falsidade Ideológica
37
EDIR DE OLIVEIRA
Deputado
PTB-RS
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
38
EDNA MACEDO
Deputado
PTB-SP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
39
ELAINE COSTA
Deputada
PTB-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
40
ELISEU PADILHA
Deputado
PMDB-RS
Corrupção Passiva
41
ENIVALDO RIBEIRO
Deputado
PP-PB
Crime Contra a Ordem Tributária, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
42
ÉRICO RIBEIRO
Deputado
PP-RS
Crime Contra a Ordem Tributária e Apropriação Indébita
43
FERNANDO ESTIMA
Deputado
PPS-SP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
44
FERNANDO GONÇALVES
Deputado
PTB-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
45
GARIBALDI ALVES
Senador
PMDB-RN
Crime Eleitoral
46
GIACOBO (FERNANDO LUCIO GIACOBO)
Deputado
PL-PR
Crime Contra a Ordem Tributária e Seqüestro
47
GONZAGA PATRIOTA
Deputado
PSDB-PE
Apropriação Indébita
48
GUILHERME MENEZES
Deputado
PT-BA
Improbidade Administrativa
49
INALDO LEITÃO
Deputado
PL-PB
Crime Contra o Patrimônio, Declaração Falsa de Imposto de Renda
50
INOCÊNCIO DE OLIVEIRA
Deputado
PMDB-PE
Crime de Escravidão
51
IRAPUAN TEIXEIRA
Deputado
PP-SP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
52
IRIS SIMÕES
Deputado
PTB-PR
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
53
ITAMAR SERPA
Deputado
PSDB-RJ
Crime Contra o Consumidor, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
54
ISAÍAS SILVESTRE
Deputado
PSB-MG
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
55
JACKSON BARRETO
Deputado
PTB-SE
Peculato e Improbidade Administrativa
56
JADER BARBALHO
Deputado
PMDB-PA
Improbidade Administrativa, Peculato, Crime Contra o Sistema Financeiro e Lavagem de Dinheiro
57
JAIME MARTINS
Deputado
PL-MG
Crime Eleitoral
58
JEFERSON CAMPOS
Deputado
PTB-SP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
59
JOÃO BATISTA
Deputado
PP-SP
Falsidade Ideológica, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
60
JOÃO CALDAS
Deputado
PL-AL
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
61
JOÃO CORREIA
Deputado
PMDB-AC
Declaração Falsa de Imposto de Renda, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
62
JOÃO HERRMANN NETO
Deputado
PDT-SP
Apropriação Indébita
63
JOÃO MAGNO
Deputado
PT-MG
Lavagem de Dinheiro
64
JOÃO MENDES DE JESUS
Deputado
PSB-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
65
JOÃO PAULO CUNHA
Deputado
PT-SP
Corrupção Passiva, Lavagem de Dinheiro e Peculato
66
JOÃO RIBEIRO
Senador
PL-TO
Peculato e Crime de Escravidão
67
JORGE PINHEIRO
Deputado
PL-DF
Crime Ambiental
68
JOSÉ DIVINO
Deputado
PRB-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
69
JOSÉ JANENE
Deputado
PP-PR
Estelionato, Improbidade Administrativa, Lavagem de Dinheiro, Corrupção Passiva, Formação de Quadrilha, Apropriação Indébita e Crime Eleitoral
70
JOSÉ LINHARES
Deputado
PP-CE
Improbidade Administrativa
71
JOSÉ MENTOR
Deputado
PT-SP
Corrupção Passiva
72
JOSÉ MILITÃO
Deputado
PTB-MG
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
73
JOSÉ PRIANTE
Deputado
PMDB-PA
Crime Contra o Sistema Financeiro
74
JOVAIR ARANTES
Deputado
PTB-GO
Improbidade Administrativa
75
JOVINO CÂNDIDO
Deputado
PV-SP
Improbidade Administrativa
76
JÚLIO CÉSAR
Deputado
PFL-PI
Peculato, Formação de Quadrilha, Lavagem de Dinheiro e Falsidade Ideológica
77
JÚLIO LOPES
Deputado
PP-RJ
Falsidade Ideológica
78
JÚNIOR BETÃO
Deputado
PL-AC
Declaração Falsa de Imposto de Renda, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
79
JUVÊNCIO DA FONSECA
Deputado
PSDB-MS
Improbidade Administrativa
80
LAURA CARNEIRO
Deputada
PFL-RJ
Improbidade Administrativa e Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
81
LEONEL PAVAN
Senador
PSDB-SC
Contratação de Serviços Públicos Sem Licitação e Concussão
82
LIDEU ARAÚJO
Deputado
PP-SP
Crime Eleitoral
83
LINO ROSSI
Deputado
PP-MT
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
84
LÚCIA VÂNIA
Senadora
PSDB-GO
Peculato
85
LUIZ ANTÔNIO FLEURY
Deputado
PTB-SP
Improbidade Administrativa
86
LUPÉRCIO RAMOS
Deputado
PMDB-AM
Crime de Aborto
87
MÃO SANTA
Senador
PMDB-PI
Improbidade Administrativa
88
MARCELINO FRAGA
Deputado
PMDB-ES
Crime Eleitoral, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
89
MARCELO CRIVELA
Senador
PRB-RJ
Crime Contra o Sistema Financeiro e Falsidade Ideológica
90
MARCELO TEIXEIRA
Deputado
PSDB-CE
Sonegação Fiscal
91
MÁRCIO REINALDO MOREIRA
Deputado
PP-MG
Crime Ambiental
92
MARCOS ABRAMO
Deputado
PP-SP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
93
MÁRIO NEGROMONTE
Deputado
PP-BA
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
94
MAURÍCIO RABELO
Deputado
PL-TO
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
95
NÉLIO DIAS
Deputado
PP-RN
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
96
NELSON BORNIER
Deputado
PMDB-RJ
Improbidade Administrativa
97
NEUTON LIMA
Deputado
PTB-SP
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
98
NEY SUASSUNA
Senador
PMDB-PB
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
99
NILTON CAPIXABA
Deputado
PTB-RO
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
100
OSMÂNIO PEREIRA
Deputado
PTB-MG
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
101
OSVALDO REIS
Deputado
PMDB-TO
Apropriação Indébita
102
PASTOR AMARILDO
Deputado
PSC-TO
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
103
PAULO AFONSO
Deputado
PMDB-SC
Peculato, Crime Contra o Sistema Financeiro e Improbidade Administrativa
104
PAULO BALTAZAR
Deputado
PSB-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
105
PAULO FEIJÓ
Deputado
PSDB-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
106
PAULO JOSÉ GOUVEIA
Deputado
PL-RS
Porte Ilegal de Arma
107
PAULO LIMA
Deputado
PMDB-SP
Extorsão e Sonegação Fiscal
108
PAULO MAGALHÃES
Deputado
PFL-BA
Lesão Corporal
109
PEDRO HENRY
Deputado
PP-MT
Formação de Quadrilha, Lavagem de Dinheiro e Corrupção Passiva, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
110
PROFESSOR IRAPUAN
Deputado
PP-SP
Crime Eleitoral
111
PROFESSOR LUIZINHO
Deputado
PT-SP
Lavagem de Dinheiro
112
RAIMUNDO SANTOS
Deputado
PL-PA
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
113
REGINALDO GERMANO
Deputado
PP-BA
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
114
REINALDO BETÃO
Deputado
PL-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
115
REINALDO GRIPP
Deputado
PL-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
116
REMI TRINTA
Deputado
PL-MA
Estelionato e Crime Ambiental
117
RIBAMAR ALVES
Deputado
PSB-MA
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
118
RICARDO BARROS
Deputado
PP-PR
Sonegação Fiscal
119
RICARTE DE FREITAS
Deputado
PTB-MT
Improbidade Administrativa e Formação de Quadrilha, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
120
RODOLFO TOURINHO
Senador
PFL-BA
Gestão Fraudulenta de Instituição Financeira
121
ROMERO JUCÁ
Senador
PMDB-RR
Improbidade Administrativa
122
ROMEU QUEIROZ
Deputado
PTB-MG
Corrupção Ativa, Corrupção Passiva e Lavagem de Dinheiro
123
RONALDO DIMAS
Deputado
PSDB-TO
Crime Eleitoral
124
SANDRO MABEL
Deputado
PL-GO
Crime Contra a Ordem Tributária
125
SUELY CAMPOS
Deputada
PP-RR
Crime Eleitoral
126
TATICO (JOSÉ FUSCALDI CESÍLIO)
Deputado
PTB-DF
Crime Contra a Ordem Tributária, Declaração Falsa de Imposto de Renda e Sonegação Fiscal
127
TETÉ BEZERRA
Deputado
PMDB-MT
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
128
THELMA DE OLIVEIRA
Deputada
PSDB-MT
Improbidade Administrativa e Formação de Quadrilha
129
VADÃO GOMES
Deputado
PP-SP
Improbidade Administrativa e Crime Contra a Ordem Tributária
130
VALDIR RAUPP
Senador
PMDB-RO
Peculato, Uso de Documento Falso, Crime Contra o Sistema Financeiro, Crime Eleitoral e Gestão Fraudulenta de Instituição Financeira
131
VALMIR AMARAL
Senador
PTB-DF
Apropriação Indébita
132
VANDERLEI ASSIS
Deputado
PP-SP
Crime Eleitoral, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
133
VIEIRA REIS
Deputado
PRB-RJ
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
134
VITTORIO MEDIOLI
Deputado
PV-MG
Sonegação Fiscal
135
WANDERVAL SANTOS
Deputada
PL-SP
Corrupção Passiva
136
WELLINGTON FAGUNDES
Deputada
PL-MT
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
137
ZÉ GERARDO
Deputado
PMDB-CE
Crime de Responsabilidade
138
ZELINDA NOVAES
Deputada
PFL-BA
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
139
Ângela Guadagnin
Deputada
PT-SP
Dançarina do Plenário da Câmara, comemorando absolvição de corrupto
140
Antônio Palocci
Ex-Ministro
PT-SP
Quebra de Sigilo Bancário
141
Carlos Rodrigues
Ex-Deputado
PL-RJ
Bispo Rodrigues
142
Delúbio Soares
Tesoureiro
PT-GO
Ex Tesoureiro do PT
143
José Dirceu
Ex-Deputado
PT-SP
Coordenador do Mensalão
144
José Genoíno
Ex-Deputado
PT-SP
Mensalão, Dólares na Cueca
145
José Nobre Guimarães
DeputadoEst.
PT-CE
Dólares na Cueca (Agora Candidato a Dep. Federal)
146
Josias Gomes
Deputado
PT-BA
Mensalão, CPI dos Correios
147
Luiz Gushiken
Ex-Ministro
PT-SP
CPI dos Correios
148
Paulo Salim Maluf
Ex
PPB-SP
Corrupção, Falcatruas, Improbidade Administrativa, Desvio de Dinheiro Público, Lavagem de dinheiro
149
Paulo Pimenta
Deputado
PT-RS
Compra de Votos, Mensalão, CPI Correios
150
Pedro Corrêa
Ex-Deputado
PP-PE
Cassado em associação ao Escândalo do Mensalão, Compra de Votos
151
Roberto Brant
Deputado
PFL-MG
Crime Eleitoral, Mensalão, CPI Correios
152
Roberto Jefferson
Ex-Deputado
PTB-RJ
Mensalão
153
Severino Cavalcanti
Ex-Deputado
PP-PE
Escândalo do Mensalinho (Renuncio para evitar a cassação)
154
Silvio Pereira
SecretárioPT
PT
Mensalão
155
Valdemar Costa Neto
Exc-Deputado
PL-SP
Mensalão (renunciou para evitar a cassação)

Tem toneladas de plástico no meio do caminho… junho 9, 2010

Posted by pedrocs20 in artigos, ecologia.
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Todos os alertas para o cuidado com o planeta em que vivemos não foram suficientes para os habitantes deste que continuou por várias décadas poluindo os mares e oceanos com dejetos de todos os tipos, sendo o pior deles o plástico que demora mais de 200 anos para se decompor de forma natural.  A triste constatação da afirmação acima está na ilha formada por lixo plástico que se encontra no oceano pacífico próxima a costa oeste dos EUA, a grande mancha de lixo do pacífico está situada no encontro das correntes marinhas da região que formam o redemoinho subtropical do pacífico, esse processo natural faz com que o lixo plástico mundial se mantenha naquela área que tem, segundo estimativas, o tamanho do estado do amazonas. O que nós temos a ver com isso?: o plástico que flutua no local se divide em pecaços menores e são engolidos por peixes ao afundar, visto que esse material não se decompõe ele se deposita no estômago dos animais consumidos por nós. Porém, a questão alimentícia é apenas uma das pontas de um iceberg maior que envolve indústrias, economia de vários países e interesses na nossa dependência por petróleo.

Licença poética: aos poetas do futuro…

No meio do pacífico

No meio do pacífico tinha uma pet
tinha uma ilha de pet no meio do pacífico
tinha uma pet
no meio do pacífico tinha uma pet.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio daquele oceano
tinham várias pet
ainda tem uma ilha de pet no meio do caminho
no meio do caminho tinha: pet, tampinha, pentes, sacos…

O vídeo abaixo explica em detalhes como a ilha se formou e mostra os danos causados à vida marinha.

De Bonner para Homer novembro 5, 2009

Posted by pedrocs20 in artigos, mídia.
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Recebi esse artigo no meu e-mail e resolvi postar aqui no blog, trata-se um  artigo de Laurindo Lalo Leal Filho publicado na revista Carta Capital, edição número 371, de título: “De Bonner para Homer”



DE BONNER PARA HOMER
por Laurindo Lalo Leal Filho*
O editor-chefe considera o obtuso pai dos Simpsons como o espectador padrão do Jornal Nacional
Ele é preguiçoso, burro e passa o tempo no sofá, comendo rosquinhas e bebendo cerveja
Na reunião matinal, é Bonner quem decide o que vai ou não para o ar Pauta.
A decisão do juiz Livingsthon Machado, de soltar presos, é considerada coisa de  louco
Perplexidade no ar. Um grupo de professores da USP está reunido em torno da mesa onde o apresentador de tevê William Bonner realiza a reunião de pauta matutina do Jornal Nacional, na quarta-feira, 23 de novembro.
Alguns custam a acreditar no que vêem e ouvem. A escolha dos principais assuntos a serem transmitidos para milhões de pessoas em todo o Brasil, dali a algumas horas, é feita superficialmente, quase sem discussão.
Os professores estão lá a convite da Rede Globo para conhecer um pouco do funcionamento do Jornal Nacional e algumas das instalações da empresa no Rio de Janeiro. São nove, de diferentes faculdades e foram convidados por terem dado palestras num curso de telejornalismo promovido pela emissora juntamente com a Escola de Comunicações e Artes da USP. Chegaram ao Rio no meio da manhã e do Santos Dumont uma van os levou ao Jardim Botânico.
A conversa com o apresentador, que é também editor-chefe do jornal, começa um pouco antes da reunião de pauta, ainda de pé numa ante-sala bem suprida de doces, salgados, sucos e café. E sua primeira informação viria a se tornar referência para todas as conversas seguintes. Depois de um simpático  bom-dia , Bonner informa sobre uma pesquisa realizada pela Globo que identificou o perfil do telespectador médio do Jornal Nacional. Constatou-se que ele tem muita dificuldade para entender notícias complexas e pouca familiaridade com siglas como BNDES, por exemplo. Na redação, foi apelidado de Homer Simpson. Trata-se do simpático mas obtuso personagem dos Simpsons, uma das séries estadunidenses de maior sucesso na televisão em todo o mundo. Pai da família Simpson, Homer adora ficar no sofá, comendo rosquinhas e bebendo cerveja. É preguiçoso e tem o raciocínio lento.
A explicação inicial seria mais do que necessária. Daí para a frente o nome mais citado pelo editor-chefe do Jornal Nacional é o do senhor Simpson.  Essa o Homer não vai entender , diz Bonner, com convicção, antes de rifar uma reportagem que, segundo ele, o telespectador brasileiro médio não compreenderia.
Mal-estar entre alguns professores. Dada a linha condutora dos trabalhos  atender ao Homer  , passa-se à reunião para discutir a pauta do dia. Na cabeceira, o editor-chefe; nas laterais, alguns jornalistas responsáveis por determinadas editorias e pela produção do jornal; e na tela instalada numa das paredes, imagens das redações de Nova York, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, com os seus representantes. Outras cidades também suprem o JN de notícias (Pequim, Porto Alegre, Roma), mas elas não entram nessa conversa eletrônica. E, num círculo maior, ainda ao redor da mesa, os professores convidados. É a teleconferência diária, acompanhada de perto pelos visitantes.
Todos recebem, por escrito, uma breve descrição dos temas oferecidos pelas  praças  (cidades onde se produzem reportagens para o jornal) que são analisados pelo editor-chefe. Esse resumo é transmitido logo cedo para o Rio e depois, na reunião, cada editor tenta explicar e defender as ofertas, mas eles não vão muito além do que está no papel. Ninguém contraria o chefe.
A primeira reportagem oferecida pela  praça  de Nova York trata da venda de óleo para calefação a baixo custo feita por uma empresa de petróleo da Venezuela para famílias pobres do estado de Massachusetts. O resumo da  oferta  jornalística informa que a empresa venezuelana,  que tem 14 mil postos de gasolina nos Estados Unidos, separou 45 milhões de litros de combustível  para serem  vendidos em parcerias com ONGs locais a preços 40% mais baixos do que os praticados no mercado americano . Uma notícia de impacto social e político.
O editor-chefe do Jornal Nacional apenas pergunta se os jornalistas têm a posição do governo dos Estados Unidos antes de, rapidamente, dizer que considera a notícia imprópria para o jornal. E segue em frente.
Na seqüência, entre uma imitação do presidente Lula e da fala de um argentino, passa a defender com grande empolgação uma matéria oferecida pela  praça  de Belo Horizonte. Em Contagem, um juiz estava determinando a soltura de presos por falta de condições carcerárias. A argumentação do editor-chefe é sobre o perigo de criminosos voltarem às ruas.  Esse juiz é um louco , chega a dizer, indignado. Nenhuma palavra sobre os motivos que levaram o magistrado a tomar essa medida e, muito menos, sobre a situação dos presídios no Brasil. A defesa da matéria é em cima do medo, sentimento que se espalha pelo País e rende preciosos pontos de audiência.
Sobre a greve dos peritos do INSS, que completava um mês  matéria oferecida por São Paulo  , o comentário gira em torno dos prejuízos causados ao órgão.  Quantos segurados já poderiam ter voltado ao trabalho e, sem perícia, continuam onerando o INSS , ouve-se. E sobre os grevistas? Nada.
De Brasília é oferecida uma reportagem sobre  a importância do superávit fiscal para reduzir a dívida pública . Um dos visitantes, o professor Gilson Schwartz, observou como a argumentação da proponente obedecia aos cânones econômicos ortodoxos e ressaltou a falta de visões alternativas no noticiário global.
Encerrada a reunião segue-se um tour pelas áreas técnica e jornalística, com a inevitável parada em torno da bancada onde o editor-chefe senta-se diariamente ao lado da esposa para falar ao Brasil. A visita inclui a passagem diante da tela do computador em que os índices de audiência chegam em tempo real. Líder eterna, a Globo pela manhã é assediada pelo Chaves mexicano, transmitido pelo SBT. Pelo menos é o que dizem os números do Ibope.
E no almoço, antes da sobremesa, chega o espelho do Jornal Nacional daquela noite (no jargão, espelho é a previsão das reportagens a serem transmitidas, relacionadas pela ordem de entrada e com a respectiva duração). Nenhuma grande novidade. A matéria dos presos libertados pelo juiz de Contagem abriria o jornal. E o óleo barato do Chávez venezuelano foi para o limbo.
Diante de saborosas tortas e antes de seguirem para o Projac  o centro de produções de novelas, seriados e programas de auditório da Globo em Jacarepaguá  os professores continuam ouvindo inúmeras referências ao Homer. A mesa é comprida e em torno dela notam-se alguns olhares constrangidos.
* Sociólogo e jornalista, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP

Se vc se considera um homer simpson, o jornal nacional é o seu principal canal de informação. Agora, para  aqueles buscam informação de qualidade e responsabilidade, dou uma dica: Jornal da CNT com Sallete Lemos é uma alternativa

Jornalismo ético, estético e político junho 12, 2009

Posted by pedrocs20 in artigos, dicas, intervenção, mídia.
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Esse texto foi enviado para a jornalista Sallete Lemos, apresentadora do CNT jornal,  se houver uma resposta eu publico aqui.

Tenho algumas considerações e elogios para fazer a respeito do modo como o CNT jornal é apresentado e produzido, entretanto, prefiro fazer isso através de um texto de uma possível conversa entre um suposto subordinado e seu chefe… segue o texto:

Chefe:

– A princípio nós achávamos que era necessário um combate extremo a qualquer tipo de oposição ( eliminação mesmo) e para sempre, mas a história nos mostrou que isso não dá certo, ou seja, quando o controle se apresenta “as claras” e de forma radical, a resistência surge, cresce e chega a nos ameaçar. Por isso a maneira correta de se agir é devagar, amansando a fera com calma, dia a dia, nos tornando, de certa forma, imperceptíveis. Para o povo (aqueles que por característica acordam mais cedo), já existe uma eficaz e barata forma da manutenção do silêncio e passividade: A mídia, É ela que aliena e os deixa totalmente dóceis e prontos para o trabalho e olha!!, Você não imagina as maravilhas que se pode fazer com a manipulação das notícias, são realmente fantásticos os resultados que são obtidos e as possibilidades são infinitas…

Subordinado:

– Ora, mas com esse poder todo, quem realmente manda são os grandes veículos de comunicação!!  E quanto agente chefe?? Não devíamos evitar toda essa força?

Chefe:

– Então a conclusão que você tira é a de que a mídia controla tudo? Acho que você não prestou a atenção meu caro: eu e meus parceiros controlamos as rádios, TV’s, a internet, tudo!! Temos interesses muito grandes para deixar na mão de qualquer jornalzinho. O que um jornalista mais gosta? Eu respondo: dinheiro!! , por traz desse discurso ridículo que eles ficam fazendo sobre a ética existe um bando de mercenário, é mais fácil controlá-los do que o povo propriamente dito.

Subordinado:

-E como fazer para controlar a mídia?

Chefe:

– Bom, a mídia ou os meios de comunicação são empresa assim como uma fábrica ou indústria , ou seja, que visa o lucro acima de tudo, acontece que diferentemente de outros setores a imprensa tem algumas características peculiares e interessantes. É ela que informa ao povo o que está acontecendo e todas as notícias são tidas como verdadeiras, mas é claro que os fatos já foram distorcidos e que os nossos interesses já foram preservados sob a pena da perda dos patrocinadores, dos investimentos e concessões governamentais.

Subordinado:

– Ahhh entendi, então está tudo sobre controle não é mesmo chefe?

Chefe:

– Calma!! Alto lá, esta é uma batalha constante, nós somos grandes? Sim, porém, sempre surgem os temidos focos de resistência, seja por parte do povo ou de algum jornalista ético, ou melhor, burro que não aceita as regras do nosso jogo. Eles vêm com aquela baboseira de democracia, de soberania nacional, etc, etc….Um exemplo é a jornalista Sallete Lemos da CNT, mas eu estou de olho no que ela diz…não se preocupe. (heheheheheheh..)

Sallete, meu nome é Pedro Cavalcanti, sou do Rio de Janeiro e assisto ao CNT jornal sempre que posso, gosto muito dos seus comentários. Acredito que esse tipo de jornalismo se dá em forma de resistência aos modelos de mídia aos quais o povo brasileiro está exposto no horário nobre. Adorei a última matéria sobre a poluição da Bahia de Guanabara. É bom saber que é possível um telejornal sem pseudo-neutralidade e sem uma pauta alienante como ocorre nas outras emissoras. Eu espero que nenhuma “força oculta” te capture e modifique a sua forma de fazer telejornal.

Um beijo

Ps: aguardo resposta

post de natal dezembro 26, 2008

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Já é natal, pelo menos é isso o que anuncia uma grande loja de departamentos em um dos seus “outdoors” estampado na frente de um grande shopping do Rio de Janeiro, de longe podemos avistar centenas de pessoas entrando pelo imenso portal que as leva ao interior da meca tupiniquim do consumo. Entre os tantos ávidos compradores está a nossa heroína, uma clássica dona de casa da classe média carioca, que se aproveitando das “facilidades” do crédito disponíveis hoje em dia e também das promoções oferecidas por um senhor barbudo adorado pelas crianças, acordou bem cedo e decidiu se aventurar em um dia de compras para toda a sua família. A experiência que adquiriu desde a infância, quando sua mãe a carregava pelos corredores daquele castelo mágico onde todos os seus sonhos se tornavam realidade, a  faz enfrentar os vendedores com muita coragem e malícia, em outras situações já teve que apelar para o procon para reivindicar…mas isso é outra história. Neste dia em particular, qualquer um, mesmo o mais distraído dos mortais percebe algo diferente no rosto desta mulher e não é o botox. Em uma das lojas o vendedor pergunta: “a senhora está bem?” e isso deixa uma dúvida, um estranhamento “será que eu tô legal?”. No banheiro feminino ela lava o rosto, mas não sente aquela sensação de frescor que estava esperando. Dúvidas e questionamentos pairam sobre sua cabeça ” será que foi o mc donalds? ou será que foi a pipoca?” , mas, o que povoa a sua mente são as contas e ela é boa nisto. Acabou de comprar roupas para todos os 7 sobrinhos e  para os dois filhos, aproveitou o ensejo e uniu o útil ao agradável comprando também produtos para o lar, o do amigo oculto do trabalho, a roupa do reveillon, sapatos, a camisa do maridão e etc. 600 reais é um preço alto, o salário de muita gente, porém o empréstimo feito logo que chegou, garante a alegria de um natal feliz. Nem mesmo a volta da tontura e da dor de cabeça a preocupam, agora é só andar até o estacionamento e pegar o carro, chegar em casa, tomar um banho, começar a preparar a decoração da casa, fazer todas aquelas comidas ” A senhora está bem?” ,”sim, sim, porque todo mundo está me perguntando isso hoje?” “Quer um copo d’água?” ” não quero mais nada me deixem em paz por favor!!” “ela tá branca acho que vai desmaiar… eita…segura ela gente!!….”. A visão daquela mulher no chão do shopping cercada de sacolas de presente, tal qual velas em volta de um defunto vai ficar na memória dos que presenciaram a cena, pois no rosto de cada um deles estava escrito: já é natal.


A Web 2.0 e os blogs (fórum) dezembro 18, 2008

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Muito se fala atualmente sobre a tal da web 2.0, um conceito novo na internet que basicamente dá a possibilidade a usuários de sites criar e manipular o conteúdo desses, forjando assim uma rede mundial dentro da net que discute sobre os mais variados temas dando dicas, opiniões e propagando uma enorme variedade de conteúdo sobre o tema de interesse comum. Portando, se eu gosto de cinema, eu tenho a possibilidade de criar comunidades sobre o tema e dar a minha opinião sobre a lista de filmes que eu acredito ser os melhores de todos os tempos e seguindo neste caminho, outros cinéfilos podem me criticar ou apenas apresentar a sua lista e assim eu posso indicar um filme raro e etc, e ,e ,e ….as possibilidades são infinitas quando os usuários destas tecnologias se abrem no sentido de agregar em suas idéias novos sentidos e pensamentos de parceiros do mundo todo. Os blogs são um exemplo da web 2.0 e surgiram muito antes do termo ser divulgado, estes se assemelham a um jornal (em seu formato) e podem ser uma ótima fonte de informação para quem não tem tempo ou tem preguiça de fuçar a internet inteira atrás de notícias, dicas, fofocas, fotos, vídeos, tutoriais etc. A expressão “na internet se encontra de tudo” é ratificada com o passar dos anos, inclusive o proibido por lei pode ser encontrado facilmente, o que fez as grandes gravadoras mundiais ou apenas as mais inteligentes reverem os seus contratos e mudarem as suas estratégias, assim como a produção em geral de produtos os mais variados ter tido que se adaptar aos novos tempos do comércio online e do tal adsense. O “segredo” foi revelado, o produto não tem que ir ao consumidor o consumidor deve ir até o produto. Antes os marqueteiros e os psicólogos estudavam o interior do indivíduo e hoje todos sabem ou deveriam saber que este não existe!!, O que se estuda no contemporâneo é a produção da subjetividade de que formas ela se dá e como controlar esta. Mas a vida é indomável sempre surgem focos de resistência aqui e ali onde menos se espera como é o caso de alguns blogs. Não é muito difícil produzir subjetividade com a quantidade exagerada que temos de cidadãos kaine espalhados pelo mundo. Porém, as fontes de informação estão se multiplicando o que reduz em certa medida o poder desses dispositivos.

Com esse post quero iniciar uma discussão sobre o tema  web 2.0 e a importância dos blogs e convido o leitor a comentar e dar opinião.

Onde está a juventude de 68? julho 17, 2008

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passeata de estudantes na frança

passeata de estudantes na frança

A criação deste blog coincidentemente ocorre em um período onde é possível perceber uma série de comentários e reportagens feitos por parte da grande mídia, sobre os 40 anos dos movimentos de 68, sendo destacada a revolta dos estudantes na frança em maio deste ano, mas porque os veículos de comunicação não falam tudo? O que estava acontecendo no Brasil na mesma época?
O ano de 68 foi marcado por uma série de manifestações em todo o mundo, nesta época URSS e Estados Unidos estavam em plena guerra fria e seus arsenais poderiam destruir o mundo inteiro com o toque de um botão. Golpes militares impuseram governos ditatoriais em vários países da América Latina, organizados e financiados pela CIA, os militares tomavam o poder com o intuito de evitar revoluções socialistas em seus respectivos países e continuar alinhados ao capitalismo estadunidense.
No Brasil o período Médici, um dos piores de nossa história, seguia a pleno vapor, tortura, prisões e exílio, eram as práticas deste governo. A medalha do pacificador era dada aos militares que se destacavam na tortura. Podemos verificar também, a clara participação da burguesia brasileira na operação bandeirante (importante dispositivo repressor), já que sítios para tortura e outras instalações eram financiadas pelo empresariado, criando uma forma de tortura clandestina fora de qualquer tipo de registro. Assim pesados investimentos foram feitos com a aliança entre o estado e a burguesia brasileira, organizando assim um estado de repressão. Alguns locais se destacam e são identificados nos relatos de alguns torturados como a casa da morte em Petrópolis, a casa de são Conrado e o sítio 31 de março. O presidente Médici dizia: “O Brasil deve ser uma ilha em meio ao mar revolto”, para esse fim o país viveu o período mais sangrento de sua história, onde os direitos coletivos e individuais foram totalmente extintos e onde nenhuma forma de contestação poderia existir. O auge desta política se deu com o decreto do AI5 que dava poder ao presidente para cassar mandatos e suspender direitos políticos, fechar provisoriamente o congresso e a censura a todos os veículos de comunicação (este decreto se estendeu por 10 anos)
Nesta época, havia uma clara tentativa por parte dos veículos de imprensa de ocultar os fatos que ocorriam no país. Com o surgimento da Rede Globo, grande propagandista do governo militar, essa prática se intensificou. O governo Médici se destaca também pelo chamado milagre econômico, onde foram feitos grandes empréstimos a juros flutuantes para a realização de uma enorme quantidade de obras faraônicas sem nenhum sentido, gerando em pouco tempo um endividamento que nos colocou “na mão” do capital estrangeiro.
Portanto, hoje quando nos é apresentada a história do ano de 68 e seus desdobramentos, os veículos de comunicação, conectados ao mercado e bancados pela mesma burguesia da época da ditadura, distorce os fatos ou não conta toda a verdade dos acontecimentos. As reportagens sobre esse ocorrido são apresentadas como algo isolado na história mundial que, apesar de um fato histórico importante e que provocou algumas mudanças, é passado e não pode acontecer nunca mais. É como se todas as transformações daquele período tivessem propiciado a nossa realidade atual, como em uma evolução e que no momento não há nada a fazer, apenas continuar consumindo, poluindo o planeta, assistindo televisão e etc.
Nossa juventude ou o modelo adolescente vendido diariamente pela mídia, é uma fatia de mercado altamente investida pelo capitalismo, sendo assim, é perigoso e desfavorável para a lógica capitalista, apresentar de forma clara, um modo de funcionamento de grupos sociais, nos moldes da juventude francesa de 68, ou seja, questionadora, engajada politicamente, em ruptura com os modelos impostos e capaz de criar de forma autônoma novos sentidos para a vida.